COM CHUVAS ACIMA DA MÉDIA, SITUAÇÃO NA BACIA DO RIO PARANAPANEMA MELHORA NO MÊS DE MAIO

A 5ª Reunião da Sala de Acompanhamento da Bacia Hidrográfica do Rio Paranapanema ocorreu de forma virtual na tarde desta quinta-feira, 21 de maio, e trouxe uma perspectiva otimista em relação a seca e volume dos reservatórios ao longo da bacia.

O principal tópico da reunião foram as chuvas acima da média que marcaram de forma excepcional o mês de maio, já que pela previsão e tendência dos meses anteriores, a expectativa era de pouca chuva e seca severa. A representante do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Caroline Vidal, destacou que a precipitação excepcional que ocorre no mês de maio pode ter relação com a frente fria que avança pelo sul e sudeste, mas também com fenômenos meteorológicos pouco previsíveis no médio prazo, que justificam a imprecisão das previsões feitas, até então, para esse período.

Já o representante do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemanden), Giovanni Dolif, esclareceu que, apesar das chuvas amenizarem o cenário de seca severa que vinha se instalando ao longo da bacia, os últimos sete meses foram de chuvas abaixo da média, o que se reflete também no armazenamento dos reservatórios, destacando Jurumirim que, até o momento, continua com status de “Seca Hidrológica Extrema”.

Sobre o El Niño, os representantes do Inpe e do Cemanden foram cautelosos ao informar que o fenômeno está confirmado para ocorrer este ano, mas que sua intensidade ainda não pode ser afirmada com precisão. Eles destacaram que as temperaturas no Oceano Pacífico já estão altas e devem influenciar o início do El Niño a partir de junho, com previsão de maior intensidade para os meses de dezembro, janeiro e fevereiro.

Já o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), com a representante Dayana Martins Nunes, informou que as chuvas foram fator decisivo para o aumento dos níveis da maioria dos reservatórios da Bacia. A situação atualmente é: Jurumirim 48%, Chavantes 48%, Capivara 73% e Mauá 99%. Também foram detalhadas as diretrizes operativas previstas, com as seguintes vazões defluentes médias e previsões de níveis até 30 de junho deste ano: Jurumirim – 90 m³/s, chegando a 50%; Chavantes – 110 m³/s, chegando a 53%; Mauá – 645 m³/s, chegando a 99%; e Capivara – 295 m³/s, chegando a 83%.

 

A reunião completa esta no link e os documentos apresentados podem ser conferidos aqui