A 4ª reunião da Sala de Acompanhamento do Sistema Hídrico do Rio Paranapanema ocorreu nesta quarta-feira, 22 de abril, de forma online. A reunião contou com a participação de representantes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) que comentaram sobre o cenário climático e a operação dos reservatórios hidroelétricos da Bacia.
As considerações apresentadas pelo Inpe através de seu representante Fábio Rocha, e pelo Cemaden, através de Marcelo Seluchi, demonstram que a região da Bacia Hidrográfica do Rio Paranapanema começa o período de estiagem em uma situação delicada, já que o primeiro trimestre de 2026, conhecido como os meses mais chuvosos, já entregaram uma situação de seca prolongada, que deve se agravar pelos próximos meses.
A previsão para o próximo trimestre, de maio a julho, é de altas temperaturas e de continuidade das chuvas abaixo da média para o período. Nesse contexto, o Cemaden alerta para a seca da vegetação, que pode atingir até 80% das áreas de agricultura e pastagens. Além disso, o panorama geral dos últimos três meses na Bacia é de Seca Excepcional, o nível mais alto de seca denominado dos parâmetros de medição do Cemaden.
Já o Operador Nacional do Sistema Elétrico, com a representante Dayana Martins Nunes, informou que houve ajustes de vasão no reservatório de Jurumirim com a finalidade de recuperar os níveis de Chavantes, reservatório este que no mês passado chegou ao nível de “Atenção”. Dos níveis atuais dos reservatórios a situação é: Jurumirim: 52%, Chavantes: 41%, Capivara: 62% e Mauá: 16%. Também foram detalhadas as diretrizes operativas previstas, com as seguintes vazões defluentes médias e previsões de níveis até 31 de maio deste ano: Jurumirim – 90 m³/s, chegando a 44%; Chavantes – 170 m³/s, chegando a 40%; Mauá – 65 m³/s, chegando a 15%; e Capivara – 560 m³/s, chegando a 50%.
A respeito desse cenário, o 1º Vice-Presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranapanema (CBH Paranapanema), Marco André D’Oliveira, demonstrou mais uma vez preocupação em relação ao cenário de seca apresentado. Em sua fala, D’Oliveira destacou que esse cenário de estiagem pode trazer sérias consequências para a região, o que deve impactar as estratégias de gestão hídrica no médio prazo.
A Sala de Acompanhamento é transmitida pelo Youtube da Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANA). Você pode conferir a reunião completa aqui