Apesar da pouca pluviosidade, os reservatórios mantêm níveis acima de 50%
A 9ª Sala de Acompanhamento do Sistema Hídrico do Paranapanema foi realizada ontem (17), de forma virtual, e confirmou as previsões do último encontro. De acordo com os especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) o período, já característico pelas poucas chuvas, apresentou índices ainda menores que a média na Bacia Hidrográfica do Rio Paranapanema.
Os reservatórios voltados para a geração de energia elétrica presentes na Bacia têm mantido seus níveis acima de 50%, devido às operações estabelecidas. Jurumirim está com 55%; Chavantes 52%; Capivara 52%; e Mauá com reserva de 54%. Para manter a defluência, as vazões de defluências serão, respectivamente: Jurumirim 90 m³/s até 30 de setembro e 147 m³/s até 30 de outubro, Chavantes 157 m³/s, Capivara 524 m³/s, e Mauá 81 m³/s.
Com essas operações, a previsão é que se chegue em 30 de outubro com os seguintes níveis: Jurumirim 50%; Chavantes 58%; Capivara 55%; e Mauá 82%. Vale destacar que a operação de Jurumirim aumenta a vazão de defluência a partir de 30 de setembro, pois se encerra a autorização emitida pelo órgão responsável, Cetesb, para que a CTG opere com a vazão de 90m³/s. Durante a reunião, a CTG afirmou já ter solicitado a renovação da autorização.
O 1º Vice-Presidente do CBH Paranapanema, Marco André D’Oliveira, reforçou a importância em se manter a defluência de Jurumirim menor. “Desde que não haja estudos ou fatores técnicos que indiquem restrição em contrário, a vazão de 90 m³/s na operação do reservatório de Jurumirim, é importante para assegurar a manutenção dos usos múltiplos da água, a preservação dos ecossistemas aquáticos, a garantia da qualidade ambiental e a regularidade do abastecimento ao longo do curso do rio”, ressaltou.
A próxima reunião da Sala de Acompanhamento do Paranapanema será no dia 22 de outubro, às 15h.